Análise de água e monitoramento para sistemas de luz ultravioleta

A desinfecção por luz ultravioleta é um dos métodos mais eficazes para a inativação microbiológica de uma ampla gama de patógenos presentes na água. No entanto, para garantir a eficiência máxima do processo e a durabilidade dos equipamentos, é fundamental realizar uma análise de água criteriosa e manter um programa de monitoramento constante dos sistemas de luz ultravioleta.

Por que a qualidade da água é tão importante para a luz ultravioleta?

A eficiência dos sistemas de luz ultravioleta depende diretamente das características da água de alimentação. Quando os parâmetros da água estão fora dos padrões recomendados, há risco de comprometer a passagem da luz e, consequentemente, a eficácia da desinfecção.

Veja na tabela abaixo os principais parâmetros recomendados para água de entrada em sistemas de desinfecção por luz ultravioleta:

Transmitância UVT254: o parâmetro mais crítico

Entre todos os parâmetros, a transmitância UVT254 da água é o mais relevante para o desempenho do sistema de luz ultravioleta. Esse índice mede a capacidade da água de permitir a passagem da radiação UV. Quando a transmitância está baixa, menos luz chega ao alvo, comprometendo a inativação microbiológica.

Além disso, valores de turbidez superiores a 1 NTU e cor aparente acima de 15 mg Pt/L podem gerar mecanismos de sombreamento e proteção aos microrganismos, conforme ilustrado na figura abaixo:

Imagem 1 — Mecanismos de proteção causados por turbidez e cor na água.

Impacto de ferro, manganês e dureza

Altas concentrações de ferro e manganês reduzem a transmitância da água e podem gerar depósitos nos tubos de quartzo, causando incrustações que bloqueiam a luz ultravioleta. Já a dureza elevada, favorece o acúmulo de sais nas superfícies do equipamento, especialmente em temperaturas mais altas, impactando negativamente a transmissão da luz.

Para garantir o melhor desempenho do sistema de luz ultravioleta, recomenda-se:

– Análises regulares da qualidade da água de entrada;

– Monitoramento contínuo dos parâmetros críticos, como UVT254, turbidez e metais;

– Adoção de pré-tratamentos quando necessário (filtros, abrandadores etc.);

– Inspeção e limpeza dos tubos de quartzo em intervalos programados.

Essas práticas asseguram a eficácia germicida da luz ultravioleta, prolongam a vida útil dos equipamentos e otimizam os custos operacionais.

A Liter oferece soluções completas para sistemas de desinfecção por luz ultravioleta, incluindo equipamentos, monitoramento, análises de água e suporte técnico especializado. Nossos especialistas ajudam você a garantir a qualidade da água e a máxima eficiência de seus sistemas. Fale com a nossa equipe e conheça nossas soluções sob medida!

Leia também: O que é a UVT da água e como ela impacta seu sistema de desinfecção por luz UV.

Compartilhe esse conteúdo:

Leia também

Como aumentar o ciclo de concentração em caldeiras

Entender e otimizar o ciclo de concentração em caldeiras é uma das formas mais diretas de reduzir purgas, economizar água/energia e proteger o equipamento. Isso porque mesmo com o tratamento convencional da água de alimentação, ainda podem permanecer pequenas quantidades de sais dissolvidos. Dentro da caldeira, a água evapora para gerar vapor, e os sais não evaporam junto. Resultado: eles se concentram no interior do sistema, podendo causar incrustação, danos estruturais, perda de eficiência e aumento no consumo de combustível. O que é o ciclo de concentração em caldeiras? O ciclo de concentração em caldeiras é a relação entre a concentração de um determinado íon (ou parâmetro) na água da caldeira e a concentração desse mesmo íon na água de alimentação. De forma prática: ele indica quantas vezes os sólidos dissolvidos estão mais concentrados dentro da caldeira em comparação à água que entra. A expressão mais comum é: N = [C]caldeira / [C]alimentação Onde: N = número de ciclos (adimensional) [C]caldeira = concentração de um íon na caldeira [C]alimentação = concentração do mesmo íon na água de alimentação A quantidade máxima de ciclos permitidos deve respeitar os limites do fabricante (exemplo: condutividade, sílica, alcalinidade etc.). Quanto maior o ciclo de

Leia Mais

Qualidade da água de entrada para sistema de osmose reversa

A qualidade da água de entrada é um dos fatores mais determinantes para o desempenho, a confiabilidade e a vida útil de um sistema de osmose reversa (OR). Como a OR é um processo de separação por membranas, qualquer desvio na qualidade dessa água de entrada pode resultar em problemas sérios, como incrustação, fouling orgânico, formação de biofilme, aumento de consumo de energia e redução da vazão de permeado. Por isso, entender quais parâmetros definem uma boa qualidade de água de entrada e como tratá-la corretamente antes das membranas é essencial para garantir eficiência e reduzir custos operacionais. O que é a água de entrada em um sistema de osmose reversa? Chamamos de água de entrada (ou água de alimentação) aquela que chega ao sistema de osmose reversa após as etapas anteriores de tratamento, como filtração, clarificação, abrandamento ou outros processos de condicionamento. É essa água de entrada que entra efetivamente nos vasos de pressão e entra em contato direto com as membranas. Se ela não estiver dentro dos parâmetros recomendados pelos fabricantes, os riscos de falhas e paradas não programadas aumentam significativamente. Em outras palavras: não existe bom desempenho em OR com água de entrada ruim. Parâmetros críticos da

Leia Mais