Análises periféricas em resinas de troca iônica: um importante acompanhamento

Nos textos anteriores, descrevemos a importância e as aplicações das análises básicas e avançadas realizadas em resinas de troca iônica. Além destas já abordadas, a Liter oferece também análises periféricas em resinas, que podem ser utilizadas para complementar o monitoramento da sua performance.

As análises periféricas em resinas podem ser divididas em dois grupos:

Análises realizadas nas resinas

– Ferro qualitativo: uma análise realizada em resinas catiônicas visando a identificação de contaminação por ferro. Através dela é possível constatar a presença de ferro no interior da resina e a gravidade da contaminação de forma qualitativa.

– Matéria orgânica qualitativa: esta análise é realizada em resinas aniônicas visando a identificação de contaminação por orgânicos. Ela possibilita detectar a presença de matéria orgânica na resina e seu grau de deposição de forma qualitativa.

Análises realizadas nos regenerantes

As análises que têm foco em regenerantes são auxiliares e podem ser empregadas para verificar possíveis problemas com a qualidade dos produtos químicos utilizados na etapa de regeneração das resinas. O uso de regenerantes fora da concentração recomendada pode levar a decréscimo da capacidade operacional das resinas, e a depender do tipo de contaminante presente, pode danificar a estrutura da resina.

As análises periféricas ligadas a regenerantes das resinas de troca iônica são:

– Teor de HCl ou H2SO4: realizada para identificar a concentração do ácido utilizado para regeneração das resinas.

– Teor de NaOH: análise que permite constatar a concentração da base utilizada para regeneração das resinas.

Em geral, as análises periféricas em resinasfeitas pela Liter complementam as informações adquiridas durante o seu monitoramento e podem, rapidamente, determinar possíveis desvios de eficiência no processo de troca iônica.

Leia também: Por que analisar sua resina de troca iônica?

Compartilhe esse conteúdo:

Leia também

Tipos de fouling em sistemas de osmose reversa: causas, impactos e como prevenir

Os sistemas de osmose reversa (OR) são amplamente utilizados no tratamento de água, mas seu desempenho pode ser comprometido por um problema recorrente: o fouling em osmose reversa. Esse fenômeno está diretamente relacionado à deposição de materiais na superfície das membranas, podendo ser causado por falhas no pré-tratamento, erros de projeto, dosagem inadequada de produtos químicos ou condições operacionais desfavoráveis, especialmente quando não há controle adequado da qualidade da água de alimentação para osmose reversa. Por isso, entender os principais tipos de fouling é essencial para garantir eficiência, vida útil das membranas e estabilidade operacional. O que é fouling em osmose reversa O fouling de membranas consiste no acúmulo de substâncias na superfície ou nos poros das membranas, dificultando a passagem da água e comprometendo o desempenho do sistema. Esse acúmulo pode ter diferentes origens (físicas, químicas ou biológicas) e tende a se agravar ao longo do tempo quando não há controle adequado. Principais tipos de fouling em osmose reversa Fouling coloidal O fouling coloidal ocorre devido à deposição de partículas coloidais sobre a superfície das membranas, com tamanhos que variam entre 1 e 1000 nanômetros. Essas partículas podem ter diferentes origens e, uma vez aderidas, tendem a ser de

Leia Mais

Problemas em Bombas Dosadoras: causas, diagnóstico e soluções no tratamento de água

As bombas dosadoras de diafragma são equipamentos essenciais em sistemas de tratamento de água e efluentes, responsáveis pela aplicação precisa de produtos químicos como cloro, coagulantes, anti-incrustantes e corretores de pH. Por isso, qualquer falha operacional pode gerar sérios problemas em bombas dosadoras, comprometendo a dosagem química no tratamento de água e a eficiência do processo. Os problemas em bombas dosadoras geralmente são causados por entrada de ar na sucção, cavitação, válvulas desgastadas, ausência de contrapressão, cristalização de produto químico ou falta de manutenção preventiva. Essas falhas provocam perda de vazão, dosagem incorreta e instabilidade no tratamento de água. Quando ocorre qualquer falha de operação, o impacto não fica apenas no equipamento — afeta diretamente a qualidade da água tratada, a eficiência química do processo e o custo operacional da planta. Grande parte dos problemas em bombas dosadoras não está relacionada ao equipamento em si, mas sim a: Nesses casos, a falta de manutenção da bomba dosadora é uma das principais origens das falhas operacionais. Conhecer os principais sintomas, suas causas e as soluções corretivas é fundamental para aumentar a confiabilidade do sistema de dosagem. Quais são os problemas mais comuns em bombas dosadoras? A seguir, listamos os problemas mais

Leia Mais