Filtro de Carvão Ativado no Tratamento de Água de Chuva

Filtro de Carvão Ativado no Tratamento de Água de Chuva

A água de chuva pode ser utilizada como uma fonte alternativa de água potável. Entretanto, o tratamento utilizado deve ser realizado por pessoas que realmente conheçam o assunto. A escolha de materiais adequados é fundamental para obter água de acordo com as exigências do Ministério da Saúde. O filtro de carvão ativado no tratamento de água de chuva é uma opção relativamente barata é útil, por exemplo.

As impurezas mais comuns e visíveis em água de chuva são detritos, como folhas, galhos e poeiras acumuladas sobre telhados. Essas impurezas são removidas facilmente com gradeamento e simples filtração. Filtros de cartuchos de polipropileno ou filtros de mídias como areia, zeólitas ou quartzos são os métodos mais comuns.

Porém, ao cogitar o uso desta água para fins mais nobres, deve-se olhar com mais atenção para as suas características. A chuva funciona como um grande lavador de gases, absorvendo um pouco de tudo que está presente na atmosfera e nas superfícies por onde passa. Aí entra a importância do uso de filtro de carvão ativado no tratamento de água de chuva.

Riscos à Saúde

Para ser própria para o consumo humano, a água de chuva precisa estar livre de contaminações físicas, microbiológicas e químicas. As contaminações físicas são as mais fáceis de serem detectadas, pois normalmente são visíveis. Logo, são as mais fáceis de serem removidas.

As contaminações microbiológicas exigem laboratórios específicos para serem detectadas e exigem dosagem de cloro para combatê-las. Porém a dosagem de cloro no momento inadequado pode gerar substâncias cancerígenas, como os Trihalometanos (THM). Para complementar o tratamento contra contaminações microbiológicas, tem-se tornado mais comum o uso de sistemas UV, eliminando contaminações mais resistentes e reduzindo subprodutos indesejados. Tais contaminações podem provocar doenças nos seres humanos, por este motivo a necessidade de eliminar estas contaminações.

As contaminações químicas podem exigir tratamentos diferenciados para cada situação, deixando-o mais complexo. As contaminações químicas mais comuns são provenientes de compostos orgânicos voláteis. Eles estão suspensos na atmosfera e normalmente são condensados nas primeiras horas de chuva, misturando-se a ela. O filtro de carvão ativado no tratamento de água de chuva pode eliminar tais contaminações.

Filtro de Carvão Ativado no Tratamento de Água de Chuva

Após a pré-filtração da água de chuva, é comum a presença das mais diversas cadeias carbônicas dissolvidas na água. Entre eles, é comum a presença de trihalometanos e alguns químicos orgânicos sintéticos, dependendo da proximidade de grandes centros urbanos.

Os trihalometanos podem ser formados justamente após o tratamento inadequado da água de chuva. A cloração desta água sem remoção adequada de compostos orgânicos pode gerar tal contaminante, conhecidos por serem carcinogênicos. Por isto a importância de tratar imediatamente a água antes de condicioná-la para beber.

A remoção por adsorção destes contaminantes é uma prática relativamente simples e bem conhecida. Alguns filtros de carvão ativado são dimensionados especificamente para tal aplicação, atingindo maiores eficiências no tratamento. O carvão possui elevada área superficial e pode ser ativado especificamente para esta função, assim, é importante a escolha adequada do filtro. Filtros comuns de carvão ativado possuem baixa eficiência quando aplicados para este fim, por isto não são indicados.

Compostos como os mencionados na lista abaixo estão entre os contaminantes removidos por filtros especiais para estas aplicações:

  • PCB
  • Compostos Orgânicos Voláteis – COV / Volatile Organic Compound – VOC
  • Trihalometanos (THM)
  • Vírus
  • Xileno
  • Tricloroetileno

Além de muitos outros compostos que podem estar presentes na atmosfera ou por onde a água da chuva possa vir a passar.

Se você tem dúvidas em relação a qualidade da sua água, entre em contato com a LITER para que possamos auxiliá-lo a encontrar a melhor solução.

Compartilhe esse conteúdo:

Leia também

Como aumentar o ciclo de concentração em caldeiras

Entender e otimizar o ciclo de concentração em caldeiras é uma das formas mais diretas de reduzir purgas, economizar água/energia e proteger o equipamento. Isso porque mesmo com o tratamento convencional da água de alimentação, ainda podem permanecer pequenas quantidades de sais dissolvidos. Dentro da caldeira, a água evapora para gerar vapor, e os sais não evaporam junto. Resultado: eles se concentram no interior do sistema, podendo causar incrustação, danos estruturais, perda de eficiência e aumento no consumo de combustível. O que é o ciclo de concentração em caldeiras? O ciclo de concentração em caldeiras é a relação entre a concentração de um determinado íon (ou parâmetro) na água da caldeira e a concentração desse mesmo íon na água de alimentação. De forma prática: ele indica quantas vezes os sólidos dissolvidos estão mais concentrados dentro da caldeira em comparação à água que entra. A expressão mais comum é: N = [C]caldeira / [C]alimentação Onde: N = número de ciclos (adimensional) [C]caldeira = concentração de um íon na caldeira [C]alimentação = concentração do mesmo íon na água de alimentação A quantidade máxima de ciclos permitidos deve respeitar os limites do fabricante (exemplo: condutividade, sílica, alcalinidade etc.). Quanto maior o ciclo de

Leia Mais

Qualidade da água de entrada para sistema de osmose reversa

A qualidade da água de entrada é um dos fatores mais determinantes para o desempenho, a confiabilidade e a vida útil de um sistema de osmose reversa (OR). Como a OR é um processo de separação por membranas, qualquer desvio na qualidade dessa água de entrada pode resultar em problemas sérios, como incrustação, fouling orgânico, formação de biofilme, aumento de consumo de energia e redução da vazão de permeado. Por isso, entender quais parâmetros definem uma boa qualidade de água de entrada e como tratá-la corretamente antes das membranas é essencial para garantir eficiência e reduzir custos operacionais. O que é a água de entrada em um sistema de osmose reversa? Chamamos de água de entrada (ou água de alimentação) aquela que chega ao sistema de osmose reversa após as etapas anteriores de tratamento, como filtração, clarificação, abrandamento ou outros processos de condicionamento. É essa água de entrada que entra efetivamente nos vasos de pressão e entra em contato direto com as membranas. Se ela não estiver dentro dos parâmetros recomendados pelos fabricantes, os riscos de falhas e paradas não programadas aumentam significativamente. Em outras palavras: não existe bom desempenho em OR com água de entrada ruim. Parâmetros críticos da

Leia Mais