O que são micropoulentes? Tire suas dúvidas

micropoluentes

Micropoluentes são substâncias tóxicas, orgânicas ou minerais, com propriedades persistentes e biocumulativas que podem gerar danos ao meio ambiente e aos organismos. Estes contaminantes estão presentes em muitos produtos que são consumidos diariamente, como cosméticos, remédios, produtos fitossanitários, inseticidas eagrotóxicos.

Isto significa que estes contaminantes não podem ser completamente degradados naturalmente e não podem ser removidos através do tratamento de efluente e água convencional.

A emissão contínua de micropoluentes através dos efluentes pode gerar danos em longo prazo, à medida que estes se tornam mais concentrados no ambiente. Alguns estudos de impactos causados por estes contaminantes têm sido realizados, porém os reais efeitos ainda são desconhecidos.

Quais são as fontes de micropoluentes?

Os micropoluentes são normalmente classificados em quatro famílias principais, sendo elas:

1. Metais e elementos radioativos

Normalmente são provenientes de efluentes industriais. A falta de tratamento adequado nestas atividades pode gerar o acúmulo de algumas substâncias na natureza, como as listadas abaixo:

– Chumbo;

– Cadmio;

– Mercúrio;

– Arsênico;

– Antimônio;

– Urânio.

2. Micropoluentes orgânicos

Em sua maioria são provenientes de efluentes municipais, industriais e agrícolas. A falta de tratamento adequado nestas atividades pode gerar o acúmulo das seguintes substâncias na natureza:

– Pesticidas;

– Hidrocarbonetos;

– Solventes;

– Detergentes;

– Cosméticos.

3. Hormônios

Na maior parte dos casos são provenientes de efluentes municipais. A falta de tratamento adequado nestas atividades pode gerar o acúmulo de substâncias na natureza, sejam elas naturais ou sintéticas.

4. Produtos Farmacêuticos

Normalmente são provenientes de hospitais e de efluentes municipais. A falta de tratamento adequado nestas atividades pode gerar o acúmulo de substâncias provenientes de:

– Antidepressivos;

– Antibióticos;

– Analgésicos;

– Broncodilatadores;

– Produtos quimioterápicos;

– Betabloqueadores;

– Hipolipemiantes.

Quais são os impactos já conhecidos causados por micropoluentes?

Como eles não são biodegradáveis, sendo persistentes e biocumulativos, muitos têm sido identificados como agressivos às espécies aquáticas, animais e provavelmente à saúde humana. Algumas pesquisas recentes demonstram efeitos drásticos em populações de peixes. Um estudo realizado em Ontário, Canadá, apresentou casos de feminização e mudança de sexo em peixes após a exposição a hormônios femininos provenientes de efluentes municipais.

Outra preocupação recente diz respeito ao surgimento de organismos resistentes a antibióticos. Há um aumento nas evidências que apresentam a ocorrência de genes resistentes aos antibióticos devido ao seu uso intensivo em humanos e animais. Como consequência do crescimento populacional e a alta dependência de químicos, especialmente fármacos, a quantidade de micropoluentes tende a aumentar.

O que devo fazer para reduzir a ingestão de micropoluentes?

O Ministério da Saúde não prevê qualquer controle de grande parte destes micropoluentes, ficando a responsabilidade de remover tais contaminantes da água para o consumidor.

A forma de tratamento adequada varia de acordo com o tipo de poluente que desejamos remover da água. Os filtros de carvão ativado, quando dimensionados para tal aplicação, podem remover uma quantidade considerável destes contaminantes, além da aplicação de oxidação por ozônio.

As membranas de ultrafiltração removem apenas os contaminantes que estiverem presentes em partículas suspensas na água, enquanto membranas de osmose reversa e nanofiltração podem reter todo tipo de contaminante com mais eficiência.

O mais adequado é entrar em contato com um especialista em tratamento de água para que ele possa recomendar o tratamento indicado para cada situação.

Onde posso ter mais informações sobre isto?

Se você tem dúvidas em relação à contaminação por micropoluentes e quer saber que tipo de tratamento deve adotar, fale conosco para que possamos auxiliá-lo a encontrar a melhor solução, além de ajudá-lo com outros problemas relacionados a tratamento de água.

Uma solução são os filtros de Carvão Ativado Liter, que são dimensionados de acordo com a aplicação, por isto, não devem ser comparados com filtros para remoção de Cloro ou de Matéria Orgânica.

Leia também: Filtro de Carvão Ativado

Compartilhe esse conteúdo:

Leia também

Anti-incrustante e controle de incrustação na osmose reversa

A incrustação está entre as principais causas da perda de desempenho em sistemas de osmose reversa. Quando ocorre a precipitação de sais sobre as membranas, é comum haver redução da produção de permeado, aumento da perda de carga, maior frequência de limpezas químicas e elevação dos custos operacionais. O anti-incrustante em sistemas de osmose reversa é uma ferramenta fundamental para o controle de incrustação, contribuindo para reduzir o risco de precipitação de sais e manter a estabilidade da operação. No entanto, seu desempenho depende de uma estratégia integrada, que considere a qualidade da água de alimentação, a dosagem correta, o controle do pH, o monitoramento contínuo e a recuperação do sistema. Neste artigo, você vai entender como o anti-incrustante atua, quais fatores influenciam sua eficiência e por que a prevenção da incrustação depende de uma operação bem ajustada, e não apenas da escolha do produto. O que é incrustação e por que ela costuma aparecer no final do arranjo À medida que a água percorre o sistema de osmose reversa, a concentração de sais na corrente de concentrado aumenta. Quando esse limite é excedido, pode ocorrer a precipitação de compostos menos solúveis, favorecendo a incrustação por carbonato, sulfato e sílica

Leia Mais

Limpeza química em sistemas de osmose reversa: quando fazer e como evitar desperdício

A limpeza química em sistemas de osmose reversa é uma ferramenta fundamental para recuperar o desempenho das membranas e manter a eficiência operacional. No entanto, sua realização envolve custos com produtos químicos, consumo de água, parada do sistema, descarte de soluções e, quando realizada sem necessidade ou de forma inadequada, pode reduzir a vida útil das membranas. Por isso, a decisão não deve ser baseada apenas na percepção de perda de desempenho, mas na análise de indicadores operacionais capazes de identificar a origem do problema. Parâmetros como diferencial de pressão e queda de vazão em sistemas de osmose reversa, qualidade do permeado e histórico de operação fornecem informações essenciais para determinar quando fazer limpeza química e quando outras ações podem ser mais adequadas. Neste artigo, você vai conhecer os principais critérios de limpeza química em sistemas de osmose reversa, entender como evitar desperdício em limpeza química de membranas e descobrir como uma avaliação técnica adequada contribui para a recuperação de desempenho, reduzindo custos e aumentando a confiabilidade da operação. O que a limpeza química resolve (e o que ela não resolve) A limpeza química em sistemas de osmose reversa é indicada quando a perda de desempenho está relacionada à formação

Leia Mais